“Levanta…Olha para frente e esquece que caiu, daqui a pouco melhora.”

Avistei aquele menino lindo naquela balada que até então estava totalmente furada, sem graça alguma. Troca intensa de olhares. Dei umas voltas para ver se conseguia o despistar. Erro. Para qualquer lado que eu fosse, ele estava atrás. Tive que render-me. Um beijo… Intenso, nada equalizador, era como um beijo na chuva, o cobertor numa noite fria, uma sombra em um dia abafado no parque. Após aquela noite, passei a odiar-me. Odiar-me por ter me rendido, e pelo o que me tornei após aquele episódio. Tornei-me problemática, indecisa, insegura. Maldita noite aquela que resolvi curtir minha vida um pouco, argh. 
1 mês, 2 meses, 3 meses….
E esses dias pego-me pensando em como aquele episódio não foi tão maldito. Eu gostei dele naqueles momentos, e depois… Ah, não, ele não era o mesmo garoto doce que eu havia conhecido, não era mesmo. Já que decidi que foi-te embora, tu levou as músicas, melodias, textos, frases idiotas e levou consigo colado ao teu peito, o sentimento mais valioso que eu sentia por ti, minha paixão e minha ternura. Libertei-me. Agora me sinto livre como as borboletas e leve como a brisa. Obrigada, ensinou-me a ser ignorante e rude, porém, ensinou o valor dos sentimentos dos outros em relação aos meus. Obrigada por todo sofrimento que me foi proporcionado, mas é como dizem  feitiço vira contra o feiticeiro, e sim meu bem virou-se contra você. Eu passei a nem me importar com a “presença” dele, to mais para “vai para o inferno” do que para sentir algo novamente, por um alguém que hoje, nem sequer conheço mais.

~B.A


#beatext  
“Coração faz assim; Esqueça que um dia houve um amor; Esqueça que um dia nos encontramos; Esqueça que algum dia eu passei horas chorando por um alguém que não liga para mim; Esqueça que eu me senti completa um dia. Na real mesmo? Eu nunca vou me sentir completa… Pois um dia, ouvi uma piada da qual passei horas rindo, mas logo notei que a graça perdeu-se porque não teria você para rir juntamente à mim.”
- B.A

#beatext  
“Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando. Falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.”
Charles Chaplin (via abstinenc-e)

O nosso (ou só meu) amor é meio confuso. É como se fosse uma garrafa de coca-cola, sem coca-cola. É como se fosse uma bicicleta, mas sem rodas. É como se um fosse carro, mas sem volante. Entende? Sem conteúdo. É como se fosse um celular, mas sem bateria. É diferente, apenas. É como se só eu amasse. Como se só eu sentisse, e você apenas estivesse na situação: mas sem dar valor. Sem dar o seu coração… como eu dei o meu. Nessa história de amar pela metade, só eu sinto, só eu espero, só eu choro. Só eu ainda guardo nossas fotos, só eu ainda sorrio quando lembro de tudo o que fomos, ou que deixamos de ser. Atitude idiota, porque eu poderia muito bem ter acordado numa bela manhã de domingo decidido a te esquecer. Tentei fazer isso algumas vezes… Mas não consegui. Não é masoquismo, é só esperança. Esperança de sermos, um dia, mais. Sermos melhores, sermos, quem sabe, nós dois. Não fomos, e talvez, nunca seremos. Escrevi algumas cartas para ti, em algumas noites de insônia, contudo, nunca as enviei; você riria da minha cara caso lesse minhas palavras dolorosas, porém mais verdadeiras e puras com relação ao meu amor por ti. Amor pela metade. Dizem os leigos que, em certo ponto da vida precisamos parar e analisar nossas atitudes, nossas escolhas e até mesmo nossas dores, para nos livrarmos do incômodo da espera, e seguir um rumo diante da luz. E esse dia, para mim, finalmente chegou. Queimei nossas fotos, rasguei todas as cartas. Tirei teu nome e tuas referências de todas as minhas redes sociais. Não digo que fiz de bom grado, porque senti meu coração doer a cada verso jogado fora. Senti um alívio grandessíssimo no final de tudo. Cansei de ser feito de bobo, cansei de ser mais um de seus fantoches. Desculpe-me a franqueza, mas o barco afundou. O último tripulante acaba de deixar o convés, por um motivo claro e óbvio. Ele (na verdade, eu) cansou de amar sozinho.”
A história de um garoto que amou por dois (via seuidi0ta)

“Era pra gente ter dado certo. Tínhamos tudo para dar. Talvez não fosse perfeito, mas era como se fossemos. Mas os planos não saíram como planejado. Nenhum de nos dois cumpriu as promessas que fizemos um para o outro. Mas podia ter dado certo. Por um instante eu achei que fosse dar. Não sei aonde errei, não sei aonde erramos. Talvez seja o ciúmes possessivo que a nossa relação se tornou. Acho que pode ser também a suas crises existências - cheguei a pensar que você fosse bipolar - quem sabe foi o frio. É, o frio. Talvez ele tenha tomado conta de nossos corações, congelando por dentro e apagando o restinho de brasa viva do amor que ainda insistíamos em manter aquecida. Mas e tudo o que passamos juntos? E todas aquelas juras de amor? Aonde foram parar, me diz? Talvez tais palavras foram ditas no calor do momento, na emoção. Pensando melhor agora… Acho que nunca fomos feitos um para o outro. Agora que parei pra pensar, acho que a gente nunca poderia ter dado certo. Na verdade tenho certeza. Se fosse pra dar certo. Nossa relação não teria chegado a esse ponto. Não teríamos no afastamos. Eu não estaria aqui, sem você. E você não estaria ai, sem mim.”
Querido John  (via querido—john)

“Só sei que cheguei à humildade máxima que um ser humano pode atingir: confessar a outro ser humano que precisa dele pra existir.”
Caio Fernando Abreu (via sabedorias)

“E aí eu fico nessa de escreve, apaga, muda, acrescenta, apaga de novo e desiste. Como se faltasse inspiração, como se eu já não soubesse por onde começar, ou melhor, já não sei mais que assunto abordar. Talvez o jeito como você sorri que me deixava desequilibrada, quem sabe. O jeito como se vestia e o cheiro que você tinha. Quando era você, eu sabia muito bem do que escrever. Falava de como você me fazia bem e do quanto eu sentia sua falta ao longo do dia. Do jeito que você andava e até suas mais irritantes manias. Quando era você, eu sabia muito bem sobre o que falar. Sabia cada ponto e cada vírgula. Falava de como você me irritava em questões da minha falta de atenção em certas coisas e de como você pegava no meu pé para eu parar de roer as unhas. Quando era você, eu sabia muito bem por onde começar, enrolar e terminar. Mas agora não é mais você. Não é mais pra você. Não é mais por você. Agora não é mais sobre os seus cabelos que eu falo, não é sobre o seu cheiro, não é o como você faz eu me sentir, não é mais sobre o jeito que você insiste em se vestir e nem o modo como sorri quando está desconfortável em determinada situação. Não é mais sobre aquelas manias que tanto me irritavam e nem daqueles defeitos um tanto insuportáveis que mal o bem me faziam gostar mais de você. Não é mais sobre as músicas que a gente ouvia, nem das vezes que deixei de dormir para permanecer falando com você, mesmo você não pedindo, mesmo você não sabendo. Porque agora, não é mais o seu nome escondido por trás de cada vírgula, nem o seu nome oculto em cada verso da nossa música favorita. Porque agora, não é mais você. Mas um dia foi.”

“Eram 09:34 da manhã, de um sábado, mais uma vez eu tinha acordado antes do meu despertador. Que raiva, era uma virada daqui, outra pra lá, travesseiro caindo no chão, cama balançando de 5 em 5 segundos. Calma, não é nada disso que você ta pensando. Era apenas falta de sono, ou talvez excesso de pensamento, tanto faz. Decidi levantar a agilizar minha vida, estava frio e era um típico dia de Outono. As folhas caem e tem aquela brisa gostosa de fim de tarde. Tomei meu banho quente e peguei Aconchego para dar um passeio. Calma, Aconchego era o nome do meu cão. 09:57 da manhã. Dei a volta no parque com Aconchego, ainda me perguntando por quê cargas d’agua eu estava ali sozinho sendo que podia estar dormindo. De longe, pudi ver uma garota sentada no banco sozinha, com fones de ouvido, provavelmente tentando manter seus pensamentos longe dali. Sentei no banco ao seu lado como pretexto para puxar assunto, porém um pouco afastado de acordo com aquela coisa de “regra social” ou seja lá qual for o nome dessa babaquice. Ela nem olhou na minha cara. Me distraio olhando para um lado e quando percebo, Aconchego já estava ganhando carinho da moça bonita. Ops, eu não disse que ela era bonita? Pois era linda. Cabelos grandes e sedosos loiros, seus olhos eram castanhos bem claros e eram cansados como se ela já tivesse visto muita coisa, ela se vestia de um modo como se não ligasse para o que iriam dizer. Não que ela seja relaxada, mas parecia ter um estilo próprio. Ela era linda. Agora eu me pergunto; “como uma garota dessas estava sentada do meu lado em pleno sábado de Outono, num frio daqueles, às 10:17 da manhã?”. Ta aí uma pergunta que eu não cogitei responder depois que percebi que ela tinha falado comigo. — Desculpe, o que disse? — Eu perguntei depois de ter percebido que eu não tinha ouvido uma palavra que ela tinha dito por estar indagando do por quê ela estava ali. “Seu cão, qual é a raça?” — ela sorriu e continuou acariciando Aconchego. ” É beagle, uma raça bem conhecida…” “Não conheço muito de cachorros, ele parece dócil, qual o nome?” “Aconchego” “Bem que você tem cara de solitário” — Ela sorriu e pudi perceber que olhou para mim. “Como?” — perguntei. “É, quer dizer, por que outro motivo você estaria às 10:20 da manhã de um sábado, nesse frio, passeando em um parque?” “Eu poderia te fazer a mesma pergunta” “Pois eu tenho meus motivos” — ela tirou um fone do ouvido. “O que está ouvindo?” — perguntei. “John Mayer” “Nossa, depois sou eu o solitário” “Ah pera aí, vai dizer que você não gosta de John Mayer?” —Ela deu uma pausa e continuou me encarando — “Sério? Nunca ouviu? I sleep with this new girl, I’m still getting used to my friends all approve, say “she’s gonna be good for you” they throw me high fives she says the Bible is all that she reads and prefers that I not use profanity your mouth was so dirty — Ela cantou baixinho me encarando esperando que eu reconhecesse a música. “Não, desculpe” — Já eram 10:50 e eu precisava voltar para casa, ainda não acreditava que eu tinha que deixa-la ali. — “Preciso ir pra casa, quem sabe, talvez eu baixe uma música desse tal.. John… John..” “MAYER” “é, isso aí. Nós passamos quase 40 minutos conversando, você me chamou de Solitário e praticamente criticou meu gosto musical, porém não me disse seu nome” — Ela sorriu, ah, ela sorriu… —”Hannah.. mas sabe, não como a Montana” “O-k Senhora Montana, prazer, meu nome é Davi, é, tão forte como o de Davi e Golias” — Ela continuou sorrindo — “Quem sabe a gente não se encontra de novo não é?” “Quem sabe…”
É… quem sabe.
Passaram 2, 3, 4 dias.
1 semana, 2 semanas, 3 semanas.
Cara aquela garota não me saía da cabeça. Todo sábado eu passava por aquela praça, esperando ver Hannah para contar que tinha me viciado naquele tal John Mayer. De repente me peguei com mais de 15 músicas dele no meu Ipod. O cara até que era bom. Mas não era por isso que eu ouvia. Não era pelo fato dele cantar bem ou pelas músicas serem lindas. Eram lindas. E me lembrava Hannah.
10:30 da manhã. Domingo. acordei antes do despertador. De novo. E como da ultima vez, resolvi fazer o que tinha feito antes. Peguei Aconchego e fui para o Parque. Não deu outra. Lá estava Hannah, dessa vez não ouvia música, estava com o cabelo preso, e lendo um livro.
“Diário de uma Paixão - Nicholas Sparks”
— Nossa, depois o solitário sou eu — Eu sorri.
— E você é. — Ela disse sem tirar os olhos do livro.
— Como sabia que era eu sem ao menos olhar? — “Aconchego pulando em cima de mim me deu uma dica” ela sorriu, e dessa vez olhou. “Boba. Posso sentar?” “claro”
— Andei ouvindo umas músicas daquele cara que você comentou.. O John.. John..— “MAYER, JOHN MAYER”— ela falou alto e riu como se achasse graça da minha estupidez
— é, isso mesmo. “our love was comfortable and so broken in…she’s perfect so flawless or so they say” — cantei para ela.
— Você canta mal — ela sorriu e me empurrou pelo ombro de leve
— Eu sendo todo romantico e tudo que você diz é que eu canto mal?
— É né.
— Sobre o que é esse livro que está lendo?
— Amor…
— Provavelmente de um garoto que se apaixona por uma garota e vivem felizes para sempre — Eu ri de uma forma irônica
— Não, não é nada disso.
— Pois bem então, fique aí com o seu Diário de um amor ou seja lá o que for
— É DIÁRIO DE UMA PAIXÃO!!!! — ela riu enquanto eu me levantava — Não vai não, fica aqui.
— Fico se disser por que ouve John Mayer
— Como assim? Eu ouço porque eu gosto, apenas. — ela desviou o olhar
— Ninguém ouve John Mayer por apenas ouvir. Ouve ou porque está apaixonado ou porque lembra um certo alguém — Droga, por que eu disse isso? Eu me entreguei e não percebi.
— Poderia te fazer a mesma pergunta.
— Ouvi por curiosidade
— OUVIU PORQUE LEMBRA DE MIM
— Deixa de bobeira
— Deixo se admitir que está apaixonado por mim
— Então vai ficar sendo boba pra sempre
— Isso significa que é apaixonado por mim e não vai dizer ou é um maluco que ouve músicas que estranhos indicam?
— Bom, com certeza normal eu não sou né.
Eram quase 11:30 da manhã, ficamos um bom tempo conversando. Era inacreditável como ela pôde me conquistar. “Você aceita comer algo comigo?” — indaguei imaginando que ela fosse recusar — “Claro, vamos” — Ficamos a tarde toda conversando, descobri sua paixão por livros, seu bom gosto para música, seu amor por animais, o quanto é sozinha, sua mania de tirar a casca do pão, que sua banda favorita era green day e que tinha perdido a mãe quando tinha 11 anos.
” Como é que pode?” — eu ainda me pergunto. 3 semanas atrás John Mayer pra mim não existia e esse troço de amor a primeira vista era impossivel. Mas hoje, parecia até que a gente tava dentro de um desses livros do tal Nicholas Sparks ou nos versos das músicas do John Mayer. E por causa de uma garota, eu agora entendi tudo o que eles queriam dizer.”

“Hoje eu só queria ouvir: “eu te procurei pra saber se você está bem”.”
Caio Fernando Abreu (via ser-sincero)

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"Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos, sensuais, possíveis..." - TB
I promise i'm worth it